BRINCANTO – AUTISMO TAMANHO FAMÍLIA

Super sugestão de Leitura

BRINCANTO – AUTISMO TAMANHO FAMÍLIA
Mariene Maciel/ Argemiro Garcia Filho

A obra apresenta a abordagem Brincanto, desenvolvida pelos autores para a educação de seu filho autista e que foi utilizada com sucesso no atendimento de outras 42 pessoas autistas, sendo apresentados os resultados obtidos com 29 delas.

Os autores convidam o leitor a uma viagem ao cotidiano de uma família que teve um filho com autismo, viveu o luto da notícia e seguiu em frente. Engana-se quem pensa que vai ler uma história de sofrimento e de maledicência do destino, pois tratam-se de pessoas que, na função de pais, conseguiram enxergar a pessoa do filho, ao invés de ver somente suas incapacidades e diferenças, e com isso certamente tornaram-se melhores do ponto de vista humano.

Sabidamente toda a família participou de maneira ativa dessa história, já que de outra forma o resultado não teria sido tão favorável. Argemiro e Mariene descrevem aqui o método de trabalho com que se identificaram e utilizaram com Gabriel, método que só serve para quem tem uma determinação proporcional ao valor que é dado ao filho. A viagem começa com uma introdução teórica sobre o tema autismo e segue pelo filho Gabriel através do método de avaliação ROPAI e sua aplicação. Então, é mostrado como foram aproveitadas as várias oportunidades que iam aparecendo no dia a dia que eram do interesse de Gabriel e que faziam parte de suas habilidades, transformando essas vivências momentâneas em duradouras através de sua transfiguração em função ou, o que é muito legal e inteligente, utilizadas como etapas para uma função mais complexa, como a imagem de uma espiral ascendente sem fim. Assim, fica implícito que é um processo sem término! O livro é uma aula de vida no enfrentamento das dificuldades e como se fala em Minas, os autores não esconderam o leite na explicação dessa técnica, o que a torna aplicável em outras pessoas.
Walter Camargos Júnior – Psiquiatra

Argemiro e Mariene já eram pais escolados quando seu quarto filho, Gabriel, nasceu. Como veteranos, provavelmente acharam que iriam tirar de letra a educação do caçula. Mas não foi isto que aconteceu, porque descobriram que faziam parte do grupo de pais que desembarcam na Holanda sem saber holandês e sem saber nada sobre este país, como descrito no belo texto de Emily Pearl Kingsley. Então, se propuseram a aprender holandês, mas não acharam professores que ensinassem esta língua. Tornaram-se, então, autodidatas, usando os recursos pessoais que haviam acumulado durante suas vidas, como pais e profissionais.

Os capítulos de Brincanto espelham sua extensa procura de conhecimentos, caminhos, métodos e ajuda, que agora compartilham com o leitor. Porém, os recursos mais valiosos usados foram amor e respeito. Isto é o que ressalta desta publicação. Mais do que encontrar os caminhos adequados para ensinar Gabriel a se tornar independente e adqurir conhecimentos básicos importantes, eles queriam que o filho fosse feliz a sua maneira, mas feliz. Por isso, considero Brincanto, antes de mais nada, uma história de amor.
Margarida H. Windholz – Psicóloga

http://migre.me/lB70s

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